Num dia desses começou a chover bem na hora que eu e o Augusto saíamos pelo portão rumo a pracinha. Mesmo assim nós fomos. Era chuva daquelas sem vergonha, aquele chove não molha sabe? Então íamos seguindo, ora com o guarda chuva aberto, ora fechado. Nesses instantes que de fato chovia eu dava o guarda chuva pra ele sem me importar de ficar pra fora. Até que ele me convidou pra ir me proteger com ele. Só que eu tenho muita dor nas costas. Evito ao máximo me abaixar pra qualquer coisa, minha coluna é RUIM ruim tipo o desgoverno do Brasil, mas ele insistiu que era só um pouquinho e eu andei abaixada com ele alguns metros, me sentindo uma gigante, vendo tudo de uma maneira diferente. Com o Caetano eu também acabo experimentando outras perspectivas, quando eu deito ao lado dele pra brincar e interagir. Aí eu fico pensando: caraca, é assim que eles veem o mundo, é assim que eles me veem, de baixo pra cima. Tudo pra eles é imenso. Eles precisam olhar pra cima pra falar comigo. Olhar alg...
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