um dia querida mãe, você vai a sorveteria com seu bebê pequeno no colo, afinal você só queria sair de casa, fazer essa aventura, ser quem sabe um dia a lenda urbana da mãe no puerpério que corre no parque com o bebê no carrinho, pode ser um sushi, pode ser uma visita na casa de uma amiga, pode ser ir ao banco. você vai sozinha porque ou é uma mãe solo como 1/2 do brasil ou seu companheirxs voltou a trabalhar, ou porque simplesmente achou que ia dar conta. enfim, por sorte ou por falta de privilégio você vai fucking só tu e esse bebê nessa viagem da europa organizada em 30 minutos que fica a 1km da sua casa. eu, Thainá do futuro, conheço essa história: você vai chegar desejando um sorvete de pistache, um temaki ou apenas conversar com a sua amiga ou o gerente do banco e seu filho vai ter feito o cocô bomba traseira pescoço, aquele da modalidade que sobe até a cabeça que molha o carrinho e a sua roupa de bosta, ou ele vai começar a chorar de uma forma tão forte e estridente que janis jo...
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Mostrando postagens de junho, 2021
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A estranha sensação de voltar ao ninho. Olhar pro infinito particular. Voltar no tempo e no espaço. Revisitar memórias nunca antes lembradas. Deixar o coração pulsar num ritmo involuntário. Medo. Angústia. Tristeza. Vazio. E assim, amorosa e progressivamente, acolher, integrar, contornar, reelaborar. Passou. Te vejo, te reconheço. Sinto muito. Me perdoe. Eu te amo. Sou grata. Seguir adiante, inspirando e expirando no presente. Honrando cada pedaço da história que me compõe. Agradecendo a oportunidade de ter coragem para me despir e reconstruir. Esse não é o fim, é o começo de uma grande história de amor próprio.