Eu sou o meio do caminho.
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Quando meus filhos estão criando seus relacionamentos eu sou o meio do caminho. Eu sou a pessoa que atravessam para chegar até eles. Se tratam eles bem eu sinto alívio. Se tratam eles mal eu sinto dor. Mas não esquecem que eu sou apenas o meio do caminho.
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Sou arrastada pelas ondas do mar do mundo todo mas nunca sou o final ou destino. Sou aquele momento em que a onda se forma e arrasta a água turbulenta mas nunca vejo como é estar ao sol da beira da praia.
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Sou lida como inimiga, entreposto, dificuldade, obstáculo.
A mãe é que atrapalha o relacionamento do pai que queria tanto participar mais.
A mãe é que mal educa e torna a criança impossível de conviver pros amigos.
A mãe é que se interpõe entre os avós e os preciosos netos.
A mãe é que atrapalha a professora que só queria trabalhar.
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Mimo demais e de menos.
Faço tanto e nada.
Erro em tudo que é possível.
E só sou lembrada ao errar -
Pois sou apenas o meio do caminho.
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Para me agradar presenteiam meus filhos. Mimam, amam e abraçam. Para me ofender os atacam. Quando eles acertam são ótimos e me torno invisível. Se emitem sons, cheiros e gestos desagradáveis sou buscada por todos - o meio do caminho para chegar a solução de consertar a criança. E todas as flechas e abraços que neles chegam passam por mim pois estou no meio do caminho.
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É como se quando eles nasceram eu tivesse doado a eles parte da minha humanidade. E ficamos lá, sendo metades. Eu meio de caminho. Eles meio que final. Nenhum inteiro.
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E eu sinto falta de ser uma pessoa inteira com minhas próprias relações. Mas sempre que tento voar a consequência é paga por eles que ficam sem estrada pro mundo.
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Porque eu sou essa estrada.
Não uma pessoa.
Não uma chegada.
Mas um meio de caminho.
Um ponto de parada que sonha em um dia ser de novo destino final.
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Sou arrastada pelas ondas do mar do mundo todo mas nunca sou o final ou destino. Sou aquele momento em que a onda se forma e arrasta a água turbulenta mas nunca vejo como é estar ao sol da beira da praia.
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Sou lida como inimiga, entreposto, dificuldade, obstáculo.
A mãe é que atrapalha o relacionamento do pai que queria tanto participar mais.
A mãe é que mal educa e torna a criança impossível de conviver pros amigos.
A mãe é que se interpõe entre os avós e os preciosos netos.
A mãe é que atrapalha a professora que só queria trabalhar.
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Mimo demais e de menos.
Faço tanto e nada.
Erro em tudo que é possível.
E só sou lembrada ao errar -
Pois sou apenas o meio do caminho.
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Para me agradar presenteiam meus filhos. Mimam, amam e abraçam. Para me ofender os atacam. Quando eles acertam são ótimos e me torno invisível. Se emitem sons, cheiros e gestos desagradáveis sou buscada por todos - o meio do caminho para chegar a solução de consertar a criança. E todas as flechas e abraços que neles chegam passam por mim pois estou no meio do caminho.
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É como se quando eles nasceram eu tivesse doado a eles parte da minha humanidade. E ficamos lá, sendo metades. Eu meio de caminho. Eles meio que final. Nenhum inteiro.
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E eu sinto falta de ser uma pessoa inteira com minhas próprias relações. Mas sempre que tento voar a consequência é paga por eles que ficam sem estrada pro mundo.
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Porque eu sou essa estrada.
Não uma pessoa.
Não uma chegada.
Mas um meio de caminho.
Um ponto de parada que sonha em um dia ser de novo destino final.
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