Há muitos anos, quando eu era um pai de primeira viagem, lembro que outro pai estava me contando com orgulho como tinha resolvido o problema de sua filha de 6 anos, que chorava a noite inteira, chamando pela mãe. Ele tinha deixado a menina chorar sozinha em seu quarto, até parar. Chorou mais de uma hora por uns 2 dias e, logo, não chorou mais.
– Eu não deixaria minha filha chorar, disse eu.
– Sim, claro… Mas, e se ela pedisse a Lua a você?
Nunca, em todos esses anos, nenhum dos meus filhos me pediu a Lua. Tampouco sei para que eles iriam querê-la. Mas, desde a conversa com aquele pai, tenho a resposta pronta. Se, algum dia, uma criança me pedir a Lua, eu direi: “Desculpe, amor, não é possível. Ela está muito longe e não dá para alcançá-la”.
E se crianças me pedirem balas, direi que não tenho, porque em casa não compramos doces. E se me pedirem pra comprar, direi que não dá, porque as balas fazem mal para os dentes. Se me pedirem um cavalo, direi que é muito caro e que, além disso, não podemos ter um animal assim em casa, pois vivemos na cidade. Se me pedirem macarrão em um dia em que preparei lentilhas, eu direi que não, sinto muito, mas hoje temos lentilhas e farei macarrão outro dia. Se pedirem pra ficar até tarde assistindo à TV, direi que não dá, porque é hora de ir para a cama e, afinal, amanhã será preciso acordar cedo para ir à escola. Se pedirem, pela manhã, que eu fique em casa brincando com elas, direi que gostaria, mas que preciso ir trabalhar.
Definitivamente, dizer ‘não’ a algumas coisas que as crianças pedem é bom e, inclusive, necessário para o crescimento, a maturidade, educação e estabilidade mental delas, não tenho por que me preocupar. Haverá mil oportunidades para negar coisas a elas, com argumentos lógicos e de uma maneira completamente justificada.
No entanto, se os pequenos me pedem algo que eu posso oferecer, que tenho tempo e dinheiro para dar, que não faz mal para a saúde deles, nem para a economia familiar, nem para o meio ambiente, eu darei. E, muito particularmente, se o que me pedem é minha atenção, meu tempo, meus braços, meu carinho, eu darei. Ainda que seja à meia-noite. Eu lhes daria a Lua, se pudesse.
Carlos González
– Eu não deixaria minha filha chorar, disse eu.
– Sim, claro… Mas, e se ela pedisse a Lua a você?
Nunca, em todos esses anos, nenhum dos meus filhos me pediu a Lua. Tampouco sei para que eles iriam querê-la. Mas, desde a conversa com aquele pai, tenho a resposta pronta. Se, algum dia, uma criança me pedir a Lua, eu direi: “Desculpe, amor, não é possível. Ela está muito longe e não dá para alcançá-la”.
E se crianças me pedirem balas, direi que não tenho, porque em casa não compramos doces. E se me pedirem pra comprar, direi que não dá, porque as balas fazem mal para os dentes. Se me pedirem um cavalo, direi que é muito caro e que, além disso, não podemos ter um animal assim em casa, pois vivemos na cidade. Se me pedirem macarrão em um dia em que preparei lentilhas, eu direi que não, sinto muito, mas hoje temos lentilhas e farei macarrão outro dia. Se pedirem pra ficar até tarde assistindo à TV, direi que não dá, porque é hora de ir para a cama e, afinal, amanhã será preciso acordar cedo para ir à escola. Se pedirem, pela manhã, que eu fique em casa brincando com elas, direi que gostaria, mas que preciso ir trabalhar.
Definitivamente, dizer ‘não’ a algumas coisas que as crianças pedem é bom e, inclusive, necessário para o crescimento, a maturidade, educação e estabilidade mental delas, não tenho por que me preocupar. Haverá mil oportunidades para negar coisas a elas, com argumentos lógicos e de uma maneira completamente justificada.
No entanto, se os pequenos me pedem algo que eu posso oferecer, que tenho tempo e dinheiro para dar, que não faz mal para a saúde deles, nem para a economia familiar, nem para o meio ambiente, eu darei. E, muito particularmente, se o que me pedem é minha atenção, meu tempo, meus braços, meu carinho, eu darei. Ainda que seja à meia-noite. Eu lhes daria a Lua, se pudesse.
Carlos González
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