Então ele nasceu. Esse bebê precioso. Este menino roubou o meu coração.

Assim como a mãe dele nasceu há quatro anos.

Essas são as mãos que pareciam tão minúsculas no início mas que continuam crescendo mais forte a cada dia, comendo sozinho, aprendendo a amarrar seus sapatos, usar o zíper dos seus casacos, brincando sozinho e tantas outras coisas em nosso cotidiano.

Percebi bem rápido que não preciso te ensinar muitas coisas, e sim confiar. Confiando em ti, aprendo a confiar em mim tambem. Confiar que teu corpo se cura quando precisa, que com 4 anos você muitas vezes tem razão e eu não, que tem tantas coisas além do que julgo ser de sua compreensão e que você já é capaz de entender, que você dá conta sim, e que estamos passando por tudo isso juntos. 

Eu nunca tive muito medo de nada, mas ser mãe me apavora um pouco. Às vezes me sinto dando o meu melhor e falhando mesmo assim (baseado nas expectativas que criei pra mim mesma). Mas o melhor de tudo é que talvez isso nem importe tanto porque você segue crescendo cada vez melhor, inteligente, engraçado, perspicaz, carinhoso, sensível, companheiro, forte, lindo, fofo, criativo, empático, independente... como uma pessoa de 4 anos já consegue ter tantos adjetivos e mesmo assim estar longe de ser definida por eles? Essa é uma das mágicas de ter você aqui, não entender nada do que tá acontecendo e só continuar, achando massa depois que os perrengues passam e aproveitando cada segundo, que só passa rápido demais quando a gente esquece de dar valor pra oportunidade de compartilhar cada experiência e cada fase dessa existência juntos. 

Quando descobri que mais um estava a caminho, eu só conseguia pensar em você, no que você ia perder de mim. Só a ideia de que você pudesse de alguma forma sentir que era menos especial, menos importante, partia meu coração. Era impossível me imaginar amando mais uma vez dessa forma tão profunda e intensa. Impossível me imaginar conseguindo ser uma mãe boa o suficiente pra dois serumaninhos quando eu muitas vezes me sinto ser insuficiente pra apenas um. Mas você recebeu a notícia de uma maneira maravilhosa, me fez ver o quanto esse bebê foi mais um presente nas nossas vidas, e o quanto eu subestimei sua capacidade de "me dividir" com outra pessoa, de se adaptar. Eu já sinto todo esse amor em dobro que eu cheguei a duvidar que sentiria, já sinto que se preciso daria a vida por ele, assim como daria por você. Obrigado por ser esse carinha que consegue ver o lado bom de tudo, por ser tão parecido comigo e ao mesmo tempo tão diferente, obrigado por me ensinar a ser mãe!

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