Você se lembra
de quando era criança
e transformava uma caixa de papelão abandonada
ou um punhado de areia
em castelo?
de quando era criança
e transformava uma caixa de papelão abandonada
ou um punhado de areia
em castelo?
Parecia inevitável:
alguém o desmanchava.
Você sofria.
alguém o desmanchava.
Você sofria.
Mas agora entendemos. Essas coisas
que eram tão avassaladoras
quando éramos crianças
que eram tão avassaladoras
quando éramos crianças
não eram tão importantes, afinal.
O nosso mundo não acabava quando os nossos
castelos desabavam.
O nosso mundo não acabava quando os nossos
castelos desabavam.
Mas aqui estamos,
ainda desesperados e ansiosos
com os frágeis castelos da nossa idade adulta.
Eles também cairão
e isso não importará tanto
ainda desesperados e ansiosos
com os frágeis castelos da nossa idade adulta.
Eles também cairão
e isso não importará tanto
à luz da eternidade.
Mas levamos um tempo
para conquistar essa perspectiva.
Somos capazes de passar os nossos dias
Mas levamos um tempo
para conquistar essa perspectiva.
Somos capazes de passar os nossos dias
correndo em círculos,
obcecados com milhares de coisas,
convictos de que cada uma delas
é essencial à nossa felicidade.
Ou podemos parar por um momento
e pensar na eternidade.
Então vemos como são desimportantes
Então vemos como são desimportantes
as milhares de preocupações
que confundem a nossa mente
e preocupam a nossa alma.
Como são pequenas!
Eu lhe ofereço o silêncio desta noite.
Como são pequenas!
Eu lhe ofereço o silêncio desta noite.
Tome as caixas de papelão abandonadas
e os grãos de areia
que ainda uso
para construir os meus castelos
e transforme esses sonhos frágeis,
esses momentos dispersos e apressados
do meu dia
em algo que dure por toda a eternidade.
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